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"No mesmo mês em que a Goldenergy adquiriu uma quota de 0,6% no abastecimento de electricidade às famílias portuguesas a EDP viu a sua posição no segmento residencial descer, segundo o último relatório da ERSE.
O mês de Setembro no mercado liberalizado em Portugal ficou marcado pela entrada da Goldenergy, do grupo Dourogás, para a lista dos principais fornecedores de electricidade, tendo ganho uma posição equivalente à que a EDP Comercial perdeu no segmento de consumo doméstico.
O relatório mensal do mercado livre de electricidade, publicado esta terça-feira, 28 de Outubro, pela ERSE – Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos, revela que a quota da EDP no fornecimento às famílias desceu de 82,3% em Agosto para 81,7% em Setembro. No mesmo período a Goldenergy adquiriu uma quota de 0,6% no segmento doméstico, sendo o sexto maior operador nesta classe de consumo.
No abastecimento de electricidade às famílias portuguesas o segundo maior fornecedor continuou a ser a Iberdrola, apesar de uma redução de 5,2% para 5% da sua quota. Em terceiro lugar está a Galp (4,6%), seguida da Endesa (4,1%), Gas Natural Fenosa (3,4%) e Goldenergy (0,6%).
Considerando todos os segmentos de consumo, a quota global da EDP ascendeu a 45,2%, tendo a Endesa conservado a segunda posição, apesar de uma queda de 19,4% para 19,2%. O terceiro maior fornecedor do mercado liberalizado é a Iberdrola, cuja quota baixou de 18,8% para 18,5% entre Agosto e Setembro. Seguem-se a Galp (6,5%), Gas Natural Fenosa (4,3%), Fortia (3,6%) e Goldenergy (0,2% de todo o consumo no mercado livre).
De acordo com a ERSE, no final de Setembro Portugal tinha 3,18 milhões de clientes no mercado liberalizado, contra 2,9 milhões que permanecem nas tarifas transitórias (reguladas). Em termos de peso no consumo total de electricidade no País, a quota do mercado livre passou de 79,7% em Agosto para 80,5% em Setembro, segundo a mesma fonte."
" O Governo aprovou hoje, em Conselho de Ministros, o alargamento da tarifa social de eletricidade. Não só o desconto na fatura mensal passa de 20% para 34% como o regime irá abranger 500 mil consumidores em vez dos atuais 60 mil.
"Decidimos alargar o âmbito da tarifa para que não se repita o que aconteceu antes [ter poucos beneficiários da tarifa social] e agora temos condições para chegar a mais pessoas além de que ter um desconto de 34% na tarifa chamará mais portugueses a aderir", disse o ministro da Energia, Jorge Moreira da Silva, no briefing após o reunião.
Aliás, acrescentou ainda o governante, se os critérios que foram agora definidos não forem suficientes para chegar aos 500 mil consumidores abrangidos por esta tarifa social eles poderão ser alargados novamente.
Assim, a partir de agora, além dos consumidores que beneficiam do apoio social para idosos, do rendimento social de inserção, do subsídio de desemprego e da pensão social de invalidez, passam também a ser elegíveis para ter acesso à tarifa social de eletricidade os consumidores que estejam nos três escalões do abono de família e os que recebam a pensão social de velhice.
Além disso, passam a ser também elegíveis os consumidores sem qualquer apoio social mas cujo agregado familiar tenha um rendimento anual inferior a 4800 euros. Um valor que "poderá ser revisto semestralmente para assegurar que, de facto, pelo menos 500 mil consumidores beneficiam do desconto", reparou então o ministro.
O financiamento da tarifa mantém-se, ou seja, são os produtores de eletricidade a comparticipar os descontos, mas em vez dos 900 mil euros que pagavam agora vão passar a pagar 24 milhões de euros.
Segundo o ministro, este montante "incide sobre os CMEC, CAE e garantia de potência", ou seja, sobre os contratos de energia que o Governo tem com empresas como a EDP ou a Endesa, o que até já originou que a EDP colocasse várias ações em tribunal contra esta forma de pagamento."








