sexta-feira, 25 de novembro de 2016

SIEAP lança site e facebook


O SIEAP lançou o seu site na net, http://www.sieap.pt/ , tal como a sua página de facebook. O Sindicato, que surge em rápida progressão, lançou a versão experimental do site desenvolvendo a sua comunicação com os trabalhadores.
O link do facebook pode ser encontrado aqui: https://www.facebook.com/SIEAPPortugal/?fref=ts

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Comunicado Asosi: E o acordo aqui tão perto!...

Queremos que a empresa subscreva o Protocolo, desta nova negociação conforme acordo da maioria dos Sindicatos (no tempo de 8 dias para todas as coisas!...). 
Uma alteração que a EDP na negociação do ACT2014 sempre sugeriu. O peso da burocracia e a incerteza das informações, que eram pedidas no anterior sistema, foi sempre um dos argumentos da empresa, que com alguma informalidade falava em proposta mais vantajosa para os trabalhadores. Oportunidade desaproveitada!... 
A ASOSI sempre preferiu a mudança de paradigma nesta matéria negocial e por isso a introdução da cláusula 110ª veio permitir esta discussão, embora tardia, e que lamentamos que uns ainda estejam agarrados ao passado, sabendo que a cláusula 108ª do ACT excluía quase 50% dos trabalhadores deste subsídio. 
Valores propostos pela empresa com majoração de 10% no 2º filho e seguintes:

Comunicado Sindel: SUBSÍDIO DE ESTUDO A DESCENDENTES 45% DOS TRABALHADORES FICAM DE FORA…

Enquanto no Auditório da nova sede decorria uma conferência sobre o país do maior acionista da empresa, tinha lugar (numa sala de reuniões em que não cabem, em condições de conforto, todos os elementos que compõem as comissões dos vários sindicatos) mais uma reunião plenária para negociação do subsídio de estudo para descendentes.
Foi ontem, dia 26 de outubro de 2016, um dia que para nós fica na História (e que triste História): a EDP, claramente imbuída já do espírito do centralismo
maoísta, tomou a posição surpreendente de apresentar uma proposta final (não muito diferente da sua proposta anterior, já rejeitada pelo SINDEL) e declarar que a negociação não só não passava deste dia como, se os Sindicatos não aceitassem a sua proposta, a Empresa aplicaria por ato de gestão o que está no
ACT, mesmo com o reconhecido texto indevidamente publicado e incompleto! O que, na prática, retira a 45% dos trabalhadores elegíveis o direito ao benefício contratual do Subsídio de Estudo.
OBVIAMENTE QUE O SINDEL REJEITOU esta posição unilateral da EDP! Porque é injusta; e porque não houve um único associado do SINDEL que nos transmitisse uma opinião positiva sobre esta proposta!
O que se passou nesta reunião não é para esquecer mas é indigno de ser relatado. No entanto – e já que o clima está alterado – abramos uma exceção e contrariemos os nossos princípios.
Para vos dizer, caros associados, da arrogância e prepotência; do desprezo pelas posições e pelas intervenções dos representantes dos trabalhadores – que mais não fazem do que veicular a opinião destes;
da imposição pura e simples de condições; da clara manifestação de um repentino ataque de surdez profunda… Um comportamento intolerável, que vai contra todos os modelos que devem nortear o relacionamento entre uma empresa e os seus trabalhadores!
Perante isto, a delegação do SINDEL levantou-se. Mas ainda ficou na sala o tempo necessário para confirmar que – após uma hora de silêncios e discórdias – o que nesse preciso momento se iniciava era mesmo o sinal de que os “ventos de mudança” sopram arrasadores. As voltas que a vida (e a postura nela) dá…
Ao que julgamos saber a maioria dos restantes sindicatos presentes deu o acordo à proposta da EDP.

Comunicado Fiequimetal: ADMINISTRAÇÃO FOGE A ACORDO COM OS TRABALHADORES

"Na reunião plenária realizada dia 26/10/2016, para a negociação do subsídio de estudo a descendentes de trabalhadores e reformados, a CN/EDP voltou a esconder‐se atrás da posição de que o acordo teria de ser com a totalidade das CNS’s ou não haveria acordo, informando que, nesse caso, a Administração aplicaria, por acto de gestão, as clausulas 109 e 110 do ACT, o que levará ao afastamento de cerca de metade dos 1200 trabalhadores com direito a subsídio. 
A CNS/FIEQUIMETAL questionou a CN/EDP sobre qual era posição da Administração em relação aos dois pontos que tinham ficado pendentes da discussão da sua ultima proposta. Em resposta, a CN/EDP informou que poderia alterar a sua posição, o que fez, passando a majoração para segundo filho e seguintes para 10% (posição anterior da CN/EDP era de apenas 5%) e o limite do último escalão de vencimento para os 2650 €, caso existisse compromisso de que o acordo seria alcançado com todas as partes, o que ainda assim não se verificou, pois uma das CNS presentes entendeu não dar o seu acordo. 
A CNS/Fiequimetal, tendo em conta a aproximação da CN/EDP ao que tínhamos reivindicado, afirmou estar em condições de fechar acordo, por forma a desbloquear esta questão, no sentido de garantir a universalidade do subsídio e o seu pagamento urgente.
Perante a intransigência da CN/EDP, informámos que iremos consultar os trabalhadores e, com eles, tomar as iniciativas que se entendam ajustadas a este processo que consideramos, no mínimo, sinuoso. 
Não aceitamos que pelo simples facto de algumas organizações sindicais decidirem não chegar a acordo devam os trabalhadores ficar lesados, ao mesmo tempo que nos é imposta limitação à nossa autonomia sindical. Responsabilizamos a Administração pelo fracasso deste processo. 
A CN/EDP disse que iria transmitir à Administração da EDP a nossa posição nesta reunião e que nos informaria da sua decisão no prazo máximo de 8 dias".

terça-feira, 11 de outubro de 2016

O MAAT não é da EDP

Artigo no Jornal Público de Lurdes Ferreira.
"O MAAT, o Museu de Arte, Arquitectura e Tecnologia que a Fundação EDP acaba de inaugurar, resgatou do abandono uma zona ribeirinha de Lisboa de condições excepcionais de enquadramento. Desafia diferentes disciplinas a entenderem-se e é uma oferta cultural e de lazer que excede as melhores expectativas de procura, quer dos portugueses, quer até dos turistas da geração tuc-tuc que andam como formigas à procura do carreiro.

À volta deste museu há um ponto que o distingue de muitos outros equipamentos. A Fundação EDP arrancou entre 2004 e 2005, nesse período áureo de subsídios e decisões políticas favoráveis ao sector da energia, que geraram o bolo de “rendas da energia”, odiado pelos consumidores e perscrutado pela troika. Hoje é a grande obra de responsabilidade social da EDP, a empresa que já foi monopolista e continua a ser a maior do sector da energia. Os tempos de então aconselharam a empresa a apostar numa nova imagem, face à percepção social de que os lucros que anunciava anualmente eram excessivos sem que houvesse contrapartidas óbvias para os consumidores. Fossem elas através da conta de electricidade ou por via de uma redistribuição para a comunidade.

A Fundação vive de três fontes de subsídios, que na verdade são uma mesma (o grupo EDP), e os valores não têm variado muito ao longo dos últimos tempos. Recebeu no ano passado. 13,7 milhões de euros, dos quais 7,2 milhões decididos pelos accionistas na assembleia geral, 3,6 milhões de euros da EDP Produção e os restantes 2,9 milhões da EDP Distribuição.

A receita da EDP que lhe permite alimentar a Fundação tem em grande parte origem num mesmo ponto, mesmo que pareça distante, ou seja, nas tarifas que cada consumidor paga, directa ou indirectamente. Olhando para o circuito do dinheiro será justo dizer que o MAAT não é da EDP. É dos seus clientes directos, que nas suas facturas mensais de electricidade contribuíram para ele. É dos 5,4 milhões de consumidores actuais de electricidade e dos mais de meio milhão no gás em Portugal; é do milhão na electricidade e dos mais 800 mil no gás em Espanha; é ainda dos 3,2 milhões de electricidade no Brasil. E por fim é um bocadinho dos clientes da EDP de países onde esta só na produção. França, Bélgica, Itália, Polónia, Roménia, EUA e Canadá. De uma forma ou de outra, no final deste enredo, está a casa do consumidor, qualquer que seja a fórmula de definição das tarifas que pagam as actividades necessárias até os electrões chegarem ao destino. Deste ponto de vista, o MAAT será de todos nós e a EDP, sua administradora.

Devolver parte dos ganhos, das referidas rendas à comunidade, pode ser construir um museu para os portugueses. Pode ser “levá-lo” a outros países, colocando-o “no mapa do circuito internacional da arte contemporânea”, como prometeu António Mexia, que chegou à presidência da EDP no ano em que a Fundação foi autorizada e, por isso, leva a sua marca.

Na estratégia de imagem, a Fundação é uma face importante da EDP. O relatório de 2015, calculava que a sua presença noticiosa na imprensa equivaleu, nesse ano, a 5,5 milhões de euros de valor publicitário. Agora junta-se o museu, prenunciando que esse valor vai saltar, de forma rentável. O novo equipamento à beira-rio equivale apenas a 0,6% de todo o investimento que a EDP fez nos três anos da sua construção, mas chamou 60 mil pessoas no primeiro dia, obrigou a encerrar uma ponte pedonal por riscos de segurança, a serem assumidos compromissos de construção de uma nova e a ser desenterrada a história mal contada de uma outra que está para nascer desde 2013.

Com estas obras a terminarem em Março de 2017, o MAAT promete que vai manter as entradas gratuitas nos próximos cinco meses. Cabe perguntar se a comunidade não terá direito a dele usufruir livremente para lá dessa data. Sempre."

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Comunicado do Siesi

"Realizou-se no dia 23/09/2016 mais uma reunião plenária para a negociação da atribuição do subsidio de estudo aos descendentes dos trabalhadores. A CNS/FIEQUIMETAL questionou a CN/EDP sobre eventuais alterações em relação sua ultima proposta e perguntou qual a posição da Administração em relação à última proposta que tínhamos apresentado. Em resposta, a CN/EDP informou que só poderia apresentar alguma alteração se existisse compromisso de que o acordo seria alcançado com todas as partes, o que não se verificou. Como é lógico, afirmámos que estamos dispostos a negociar mas não podemos “passar cheques em branco”, ainda por cima quando a última proposta da Administração retira cerca de 600 Mil Euros ao montante total dos Subsídios a atribuir (cálculos com base em números de 2014). Nesta perspectiva, declarámos não haver condições para proceder a uma reformulação da nossa parte e exortámos a CN/EDP a apresentar alterações significativas que permitam uma negociação real. A CN/EDP afirmou então que a Administração está a ponderar a aplicação do subsídio por ato de gestão pretendendo ignorar cerca de um ano de negociações que já realizou com a CNS/FIEQUIMETAL e procurando assim desaproveitar o nosso esforço para alcançar o acordo. A CNS/FIEQUIMETAL repudia esta posição e afirma que continua na firme disposição de chegar a um acordo rapidamente o que só será possível através de evoluções significativas da CN/EDP traduzindo assim uma posição de bom senso por parte da Administração da Empresa "

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Comunicado da ASOSI

"O benefício para todos…
Os outorgantes do ACT na altura do acordo, porque era necessário continuar a negociar,
mencionaram no mesmo a clausula 110ª , assim estamos a finalizar o protocolo Subsidio de Estudo a descendentes de trabalhadores e reformados Os sindicatos têm vindo a discutir com a Companhia vários assuntos e a edp no que toca ao Subsídio de Estudo já avançou para valores que ainda consideramos escassos e inaceitáveis.
Os cinco escalões propostos pela empresa com majoração de 5% após o 2º filho são os seguintes:
Ensino Básico (1º ciclo)
Ensino Basico (2º ciclo e 3º ciclo)
Ensino secundário
Pós secundário
Ensino superior
Estes valores irão abranger também descendentes a estudar no estrangeiro.
Continuamos a negociar e pensamos até sexta-feira (Dia 23/09/16 reunião com todos os Sindicatos), melhorar os valores e a abrangência dos mesmos.
HORÁRIOS DE TRABALHO
Na dinâmica que é a negociação Sindical para além de outras matérias que continuamos a considerar melhorar, temos o Ajuste de Protocolos sobre horários de turno em algumas Instalações de trabalho contínuo que terá de resultar em melhor compensação para os trabalhadores.
DESLOCAÇÃO DE TRABALHADORES da Produção
A comunicação que agora nos é formalmente dada, deixa-nos algumas preocupações para o cumprimento do ACT e ao mesmo tempo o conciliar a vida de cada um, nesta família que a EDP sempre quis ser…
"

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Comunicado da Fiequimetal

Realizou-se no dia 16 de Setembro mais uma ronda de negociação do ACT da EDP. A revisão do subsídio do Subsídio de Estudo é uma das matérias ainda em aberto para cuja reivindicação o sindicato considera importante a participação ativa dos trabalhadores, face à posição recuada da empresa. Estiveram ainda em cisma da mesa as questões relacionadas com os protocolos acordados e a vigorar nas Centrais de Mortágua e da FISIGEN (Barreiro), bem como a transferência do Centro de Telecomando da Régua para o Porto.

Continua a negociação para melhorar o ACT. Exigimos que a Administração assuma o espirito da negociação do ACT
Realizou-se dia 16 de Setembro uma reunião Plenária das CNS's com a CN/EDP, convocada por esta, para se discutirem as matérias do ACT ainda em aberto.
Negociação do Subsídio de Estudo exige participação ativa dos trabalhadores!
Sobre o Subsídio de Estudos a descendentes de trabalhadores e reformados a CN/FIEQUIMETAL reiterou que considera os valores apresentados pela CN/EDP aquém das reais possibilidades da Empresa e do minimamente aceitável. Continuamos a pugnar para que o subsídio cumpra o seu objetivo de apoio real aos estudos dos descendentes de todos os trabalhadores e reformados. A CNS/FIEQUIMETAL continua a exigir que a CN/EDP esteja nesta negociação aberta a uma revisão do subsídio na base do espírito com que se procedeu à negociação do atual ACT e que não procure fazer desta negociação um negócio lucrativo para a sua parte.
Durante a próxima semana continuar-se-ão a realizar reuniões com a CN/EDP no sentido de se chegar a uma posição que possibilite o acordo desejado

Protocolos das centrais de Mortágua e FISIGEN
A empresa lançou ainda para cima da mesa questões sobre os protocolos acordados e a vigorar nas Centrais de Mortágua e da FISIGEN (Barreiro). Dado que ainda estamos a desenvolver contactos e auscultação dos trabalhadores envolvidos ficou esta matéria adiada para a próxima reunião plenária.

Centro de Telecomando da Régua
Aproveitando esta reunião a EDP Produção informou os sindicatos de uma alteração orgânica que leva à transferência do Centro de Telecomando da Régua para o Porto.
A Empresa na sua apresentação reafirmou que a transferência dos trabalhadores envolvidos se faria de forma a acautelar os seus direitos e tendo em conta a vida pessoal dos envolvidos, além de que não serão feitas sobre eles pressões.

A FIEQUIMETAL registou a informação dada e está a acompanhar este processo junto dos trabalhadores envolvidos, para que tudo se processe de forma legal e correta no respeito pelos trabalhadores.

A próxima reunião Plenária terá lugar na sexta-feira, 23 de setembro.
Mantém-te atento. Sindicaliza-te.
Lisboa, 16 de Setembro de 2016
A CNS/Fiequimetal

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Nasceu o SIEAP

Um novo sindicato foi criado a partir de ativistas no setor anunciando "objetivos de uma proximidade dos locais de trabalho".
O SIEAP pretende "introduzir no panorama nacional um sindicalismo de classe e de caráter unitário, moderno e com futuro".
É público que vários ativistas que dinamizaram a lista B à direção do SIESI participam na criação do SIEAP.
Segundo a informação que nos chegou o referido sindicato "está a ganhar, desde já, implantação em grandes empresas do setor elétrico como na Visteon e na EDP ou na EPAL".
Os trabalhadores que criaram o novo sindicato já iniciaram algum trabalho de divulgação, apresentando como contato o telefone 912636444 e a página do
facebook: SIEAP-Sindicato das Industrias, Energia e Águas de Portugal

sábado, 27 de agosto de 2016

A Central Termoelétrica de Sines é a unidade que mais polui o ar em Portugal


Notícia TSF

A Central Termoelétrica de Sines é a unidade que mais polui o ar em Portugal, enquanto a poluição dos recursos hídricos é liderada pela estação de tratamento de águas residuais de Matosinhos, segundo a Zero.

A Associação Sistema Terrestre Sustentável - Zero analisou os dados reunidos pela Agência Europeia do Ambiente (EEA na sigla em inglês) para as instalações em Portugal e fez dois 'rankings'.
Nas emissões atmosféricas, a lista tinha 280 instalações e um total de 29 poluentes, e no meio aquático, foram avaliados dados de 56 instalações para 27 poluentes.

De acordo com Francisco Ferreira, presidente da Associação ZERO, no que respeita ao ar, as cinco primeiras instalações têm na primeira posição a Central Termoelétrica de Sines, da EDP, seguida de duas fábricas de pasta de papel, da Portucel, em Setúbal e Cacia, respetivamente, depois a Unicer, em Leça do Balio, e em quinto lugar uma cimenteira, da Cimpor, em Alhandra.

Ainda na poluição atmosférica, seguem-se outras indústrias na área da refinação -a Petrogal-, novamente a pasta de papel, madeiras e alimentação animal.

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

EDP tem luz verde para comprar pontos de abastecimento de gás da Repsol

"Operação está avaliada em 116 milhões de euros e vai permitir à EDP aumentar a rede de distribuição de gás em Espanha em 9%
A Autoridade da Concorrência espanhola (CNMC, na sigla em castelhano) deu autorização à EDP para avançar com o acordo, estabelecido em janeiro, para a aquisição de pontos de abastecimento de gás que a Repsol detém em Espanha. “A CNMC autorizou, sem condições, que a EDP adquira os 82.000 pontos de abastecimento de gás propano liquefeito (GPL) que a Repsol tem nas áreas onde aquela energética é incumbente no mercado do gás: País Basco, Astúrias e Cantábria”, refere o regulador, citado pelo jornal espanhol Cinco Días.
A operação está avaliada em 116 milhões de euros e deverá representar um contributo de 13 milhões de euros para o EBITDA (lucros antes de impostos, juros, depreciações e amortizações) da EDP Espanha. Por outro lado, a operação vai permitir à EDP aumentar a sua rede de distribuição de gás em Espanha em 9%, totalizando cerca de um milhão de pontos de abastecimento."

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Acordo à esquerda para cortar fatura da energia já tem quatro projetos que afetam EDP, REN e ERSE

Notícia e foto Jornal Expresso:

"O grupo de trabalho do BE, PS e Governo para reduzir a fatura energética das famílias portuguesas já identificou vários projetos comuns com pernas para andar. Na sua maioria, as iniciativas visam intervir em áreas e rendas criadas pelo próprio PS, na era de José Sócrates. Um pormenor incómodo?

“Não temos nenhum complexo nesta matéria. O que estamos a fazer é afinar as medidas implementadas, algumas delas criadas pelo PS”, comenta o deputado socialista Carlos Pereira. E para o Bloco como é atacar rendas criadas no passado pelo agora seu parceiro de trabalho? “A obrigação dos deputados do BE é responder agora aos problemas de agora. O grupo não se fez para fazer o balanço de governos anteriores”, afirma o deputado Jorge Costa, do Bloco.

Os benefícios dos vários projetos não são fáceis de contabilizar. Mas o grupo de trabalho está otimista. “A satisfação é grande, porque houve um esforço significativo de fazermos um trabalho sério, com conhecimento das questões essenciais no quadro da energia”, comenta Carlos Pereira. “Os projetos são difíceis porque exigem medidas audaciosas, porque interferem com interesses instalados na economia”, acrescenta Jorge Costa.

Há para já quatro iniciativas que nos próximos meses serão trabalhadas. Um primeiro projeto é acabar com a atribuição direta dos contratos de garantia de potência (a EDP é o maior beneficiário) e sujeitá-los a um processo de leilão, que minimize o custo para o sistema elétrico (e, por conseguinte, para os consumidores). É um regime criado em 2007 e entrou em vigor em 2010.

Bloco e PS querem ainda que os planos de investimento da REN e da EDP para a rede elétrica sejam “apresentados pelo Governo ao Parlamento e ali escrutinados”. Hoje, esses planos são avaliados pelo Governo, após parecer da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), sem discussão parlamentar. Estes planos estão previstos desde 2006.

Outro ponto de sintonia é criar na ERSE uma equipa especializada para auditar os Custos para a Manutenção do Equilíbrio Contratual (CMEC), uma renda recebida desde 2007 pela EDP nas suas centrais elétricas. Essa equipa deverá gerir em 2017 o processo de cálculo das parcelas finais de acerto destes contratos. Este regime foi criado em 2004 (no Governo de Santana Lopes), mas os contornos finais foram definidos em 2007 (com Sócrates como primeiro-ministro).

Um quarto ponto de entendimento Bloco-PS é, como o Expresso já noticiou, rever o regime de interruptibilidade (que atribui a grandes indústrias um desconto na fatura elétrica como compensação para estarem disponíveis para cortes no abastecimento). Este subsídio foi criado em 2010, no segundo Governo de Sócrates. Bloco e PS estimam conseguir aqui poupar €60 milhões por ano, sem pôr em causa a segurança de abastecimento de consumidores intensivos de energia, como a Siderurgia Nacional."

sexta-feira, 29 de julho de 2016

EDP reduz mais de 900 milhões de dívida

Artigo site Expresso
A EDP terminou o primeiro semestre com uma dívida líquida de 16,48 mil milhões de euros, um valor que consubstancia um corte de 900 milhões de euros face ao final de 2015, de acordo com o relatório de resultados que a empresa enviou à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Esta redução da dívida foi conseguida principalmente através de várias operações de venda de dívida tarifária do sector elétrico, mas também pela geração de ganhos nas operações do grupo, libertando recursos que permitiram à EDP baixar o seu nível de endividamento.

O corte agora conseguido posiciona o grupo dentro do limite que tinha sido prometido pela equipa de gestão liderada por António Mexia. O presidente executivo da EDP havia anunciado em março a intenção de deixar a EDP este ano com uma dívida líquida inferior a 16,5 mil milhões de euros.

António Mexia afirmou ao Expresso que “o resultado final do ano em termos de dívida será melhor do que este”. E para essa redução do endividamento contribuirá a venda de défice tarifário, a estratégia de rotação de ativos e a obtenção de ganhos através da política de gestão de energia do grupo.

A dívida em junho equivalia a 4,3 vezes o EBITDA (resultado antes de juros, impostos, depreciações e amortizações). Descontando o peso da dívida tarifária na dívida da própria EDP, o rácio de endividamento é de 3,8 vezes o EBITDA.

Este é um dos temas mais sensíveis na gestão financeira do grupo, já que quanto mais elevada a dívida (que chegou a superar 18 mil milhões de euros), tendencialmente maior será o encargo anual que a EDP tem com juros.

A par com a redução da dívida a EDP beneficiou no primeiro semestre de uma ligeira diminuição do custo médio dessa dívida (de 4,7% para 4,5%), o que permitiu à empresa baixar o encargo com juros de 454 milhões de euros no primeiro semestre de 2015 para 398 milhões no mesmo período de 2016.

Também a rubrica de custos operacionais líquidos evoluiu positivamente, alcançando, de acordo com Mexia, “o melhor rácio de sempre” no grupo.

No capítulo financeiro, a EDP terá, ainda este ano, de reembolsar 1,6 mil milhões de euros de empréstimos e outras linhas de crédito que vão vencer. Em 2017 os reembolsos que a EDP terá de pagar somam 1,3 mil milhões de euros. Em 2018 ascendem a 1,8 mil milhões.

A elétrica assegura ter atualmente ao seu dispor uma posição de liquidez (entre montante em caixa e linhas de crédito disponíveis) de 5,6 mil milhões de euros, que são suficientes para cobrir as necessidades de refinanciamento do grupo “para além de 2018”.