sábado, 28 de junho de 2014

EDP não quer que namorados trabalhem juntos!

Segundo o jornal expresso não podemos namorar com colega ao lado. 
"Juristas e Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT) consideram que a prática é ilegal e viola a Constituição.
Entre as empresas que não querem funcionários apaixonados a trabalhar juntos estão a McDonalds, EDP, IBM, Pepsi e Banco Santander. Especialistas em recursos humanos revelam que a prática se estende a muitas outras empresas.
"As pressões contra relacionamentos ocorrem em consultoras, bancos e seguradoras", exemplifica Jorge Gomes, professor do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG).
Ler mais: http://expresso.sapo.pt/grandes-empresas-vetam-amor-no-trabalho=f878139#ixzz35ws9clwL"

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Mais um trabalhador dos PSE morto

"Um trabalhador de uma empresa subcontratada da EDP morreu esta quarta-feira eletrocutado, quando trabalhava num poste de eletricidade, em Oliveira de Azeméis, disse fonte da corporação local de Bombeiros. O alerta foi dado cerca das 13h30. Quando chegaram ao local do acidente, os bombeiros encontraram a vítima, de 36 anos, em paragem cardiorrespiratória, tendo sido realizadas manobras de reanimação, sem sucesso. O óbito foi declarado no local do acidente e o corpo da vítima foi transportado para o gabinete médico-legal do hospital da Feira para ser submetido a autópsia. Estiveram no local os bombeiros de Oliveira de Azeméis, com dois homens, e a Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) do Hospital da Feira, além da GNR."
Ler mais em: http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/portugal/operario-morre-eletrocutado-em-oliveira-de-azemeis

quarta-feira, 25 de junho de 2014

EDP leva fisco a tribunal e exige indemnização de 1,4 milhões

Notícia jornal Público
"Empresa quer ser ressarcida por ter sido obrigada a apresentar uma garantia bancária como condição do reembolso do IVA. Fisco diz que cumpriu a lei.
Os factos remontam a 2011, quando a EDP Serviço Universal solicitou às Finanças o reembolso de IVA no montante de 128,7 milhões de euros relativo ao imposto suportado com a compra de energia no mercado espanhol, mas a acção só deu entrada em Fevereiro no Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa.

De acordo com o processo consultado pelo PÚBLICO, movido contra a Direcção dos Serviços de Reembolso do IVA (DSRI), a EDP alega ter incorrido num prejuízo de 1,4 milhões de euros pelo facto de a Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) lhe ter exigido uma garantia bancária como condição do reembolso do imposto. Para esta contabilização entram os custos incorridos com a contratualização de garantias bancárias no BES, BCP e Banco Popular (para perfazer o valor do reembolso) e os prejuízos decorrentes do atraso de 63 dias no reembolso após a apresentação da “garantia indevida”. Isto porque a empresa alega que o dinheiro poderia ter sido canalizado para amortização parcial de financiamentos decorrentes da compra de electricidade.

A EDP diz só ter sido notificada pelos Serviços de Reembolso do IVA para apresentar a referida garantia a 5 de Janeiro de 2012, um dia antes do final do prazo de reembolso (que a empresa estimava que viesse a ocorrer a 6 de Janeiro, 30 dias depois da data do pedido, mas que só veio a ocorrer no dia 9 de Março, 93 dias depois). Uma das justificações apresentadas pelo fisco para a necessidade de análise do pedido foi o facto de se tratar do primeiro reembolso solicitado e de ser um valor elevado.

No decurso da exposição que fazem do caso, os advogados da EDP destacam aquilo a chamam uma “leitura perversa” da lei. Segundo os advogados da empresa liderada por António Mexia, quando os serviços fiscais concluem que não vão conseguir efectuar o reembolso no prazo legal, pedem uma garantia que automaticamente suspende o prazo de contagem dos juros indemnizatórios. Nesta lógica, quanto mais próximo do fim do prazo do reembolso for pedida a garantia, mais o fisco fica salvaguardado dos referidos juros, sustentam os advogados da EDP.

No início deste mês, o juiz responsável pelo processo citou o Ministério Público para, em representação do Estado, contestar a acção no prazo de 30 dias. Contactada pelo PÚBLICO, fonte oficial do ministério tutelado por Maria Luís Albuquerque recusou comentar se o Estado vai contestar a acção, justificando que “o Ministério das Finanças não se pronuncia sobre a situação de contribuintes em concreto”. Porém, a mesma fonte acrescentou que “a exigência da prestação de uma garantia está prevista na lei para reembolsos de IVA que ultrapassem 30.000 euros e que a actuação da AT cumpre com o disposto na lei”.

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Denúncia e negociação do ACT

"Na 39a reunião de negociações do ACT/EDP, realizada no dia 18/06/2014, a CNS/Fiequimetal deu acordo à cláusula 19a - (Disposições gerais sobre prestação de trabalho); cláusula 22a - (Horário fixo); cláusula 33a - (Noção e regime de trabalho 
noturno); cláusula 98a - (Dirigentes Sindicais); cláusula 110a - (Energia Elétrica) e à cláusula 118a - (Benefícios complementares de previdência).
Em relação aos Anexos a situação transmitida na reunião foi a seguinte:
Anexo I – Enquadramento e Carreiras Profissionais – Ainda falta todo o trabalho relativo aos Apêndices (Perfis e Carreiras) dado a empresa ainda não ter apresentado a sua proposta bem como regras de transição entre os modelos de evolução profissional.
Anexo III - Regimes e situações especiais de trabalho - Falta acordo sobre a disposição que permite a saída de turnos e no Apenso as regras sobre o tempo dos remanescentes.
Anexo V – Tabela Salarial e outras prestações pecuniárias – Falta acordo sobre os valores das remunerações de turnos, folgas rotativas e disponibilidade. No Apenso falta acordo sobre a redação final do artigo sobre isolamento.
Anexo VIII – Falta ainda o acordo sobre os valores da mútua e do co-pagamento.
Assinalando o esforço negocial feito declarámos o nosso empenhamento na continuação das negociações de forma a garantir um acordo que traduza os resultados dos plenários que foram realizados em todos os locais da empresa.
Com o mandato aí obtido encaramos este processo com o único objectivo sempre presente: a defesa dos direitos de TODOS os trabalhadores da EDP, sem cair em precipitações e perdas de direitos sem qualquer sentido. 
A próxima reunião negocial está marcada para o dia 16 de Julho/2014 e, ai, se procurará encontrar o acordo global final.
Lisboa, 18.06.2014"

NOVO ACT – ACORDO GLOBAL

" O SINDEL declara que, após a realização dos plenários nos locais de trabalho e a reunião nacional de dirigentes e delegados sindicais da EDP, realizado ontem em Coimbra, dá nesta reunião plenária da negociação, o seu acordo de princípio global aos textos objetos de negociação relativos ao Clausulado Geral e Anexos, da que será a nova convenção coletiva para o Grupo EDP, salvo nas poucas matérias ainda divergentes, nomeadamente a participação dos trabalhadores nos custos da saúde, o pagamento do trabalho suplementar e as regras de transição para o novo modelo de evolução profissional. "

segunda-feira, 16 de junho de 2014

EDP vende quatro edifícios no Marquês de Pombal a fundo norte-americano

Notícia jornal Público
"A EDP assinou esta segunda-feira a escritura de venda de quatro edifícios no Marquês de Pombal, em Lisboa, entre eles o edifício onde está instalada a sua sede, confirmou ao PÚBLICO fonte oficial da empresa. O comprador foi o fundo norte-americano GA – Capital (Global Asset Capital), que tem escritórios nos Estados Unidos e na Europa.
Em causa estão os edifícios localizados na Praça Marquês de Pombal 12 e 13 e Rua Camilo Castelo Branco 43 e 45, que acolhem actualmente “diversas empresas do grupo EDP” e totalizam 24.000 m2. A EDP está na praça Marquês de Pombal há cerca de 14 anos e há aproximadamente cinco décadas nos edifícios contíguos da Camilo Castelo Branco.
Fonte da EDP explicou ao PÚBLICO que “a EDP Imobiliária e Participações, com o apoio da CBRE e agindo em representação do Fundo de Pensões da EDP”, concretizou a “maior operação de investimento imobiliário da última década no centro de Lisboa”, mas escusou-se a adiantar os montantes envolvidos.
Com este negócio, a empresa consolida uma estratégia que visa “concentrar todos os seus colaboradores em dois pólos”: a nova sede, em construção na Avenida 24 de Julho, e um novo edifício projectado para a zona de Cabo Ruivo.
A nova sede da EDP deverá estar concluída no final do ano e irá acomodar 770 trabalhadores. O projecto é assinado pelo arquitecto Manuel Aires Mateus e a EDP quer que a sua nova sede seja também um marco a nível de sustentabilidade.
Com ele espera obter “um dos mais elevados níveis de certificação do sistema LEED (Leadership in Energy and Environmental Design)”."

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Trabalhadores do call center de novo em greve, têm o nosso apoio!

Aos Trabalhadores do Projecto EDP
  • Todos sabemos que apenas nos move o trabalho com Direitos e melhores condições de Trabalho!!!
  • Construímos um projecto, criámos riqueza, garantimos um serviço de qualidade e não podemos ser meros números!!!
  • Rejeitamos o discurso do “melhor do pior”  para sustentar a precariedade!!!
  • Exigimos respeito, lutamos por salários justos e apresentamos Trabalho!!!
 Sem repostas, a Greve Continua!!!
16 e 17 de Junho de 2014
(nos períodos das 01 horas às 03 horas, 10 horas às 12 horas, 15 horas às 17 horas e das 19 horas às 21 horas)
E, ainda, nos dias 23, 24, 30 de Junho e 1 de Julho nos mesmos períodos
Lisboa, 12 de Junho de 2014
                                                           A Direção/A Comissão Sindical

sábado, 7 de junho de 2014

Excitação geral, aí estão as cartas com a distribuição de lucros

Excitação geral, aí estão as cartas com a distribuição de lucros. Uns recebem mais ou ainda mais, a esmagadora maioria fica na mesma. Se tiveste doente és "castigado", ninguém te mandou adoecer!
Foste obediente, deste graxa ao chefe, talvez te calhe, talvez, não é garantido...
Quase todos escondem as cartas, uns porque têm "vergonha" de dizer que receberem menos, outros porque não querem dizer quanto recebem. É o reino da divisão, da desconfiança, do secretismo...
És bom trabalhador, esforçaste por trabalhar com qualidade, mas não passas da mesma? Pois, se calhar não fazes parte do "sistema", do "grupo"... Deixa lá! Para o ano há mais. Passa a vir mais cedo e a sair mais tarde, a família é uma chatice, é só problemas, foge dos problemas... Trabalha mais tempo...
Estás chateado, não te chateias ou vais andar sempre assim!
O quê? Tens mérito! É uma injustiça! Claro, e daí? Briga com o colega do lado, vai dizer ao chefe que és melhor do que ele o teu colega, conta-lhe dos seus pontos fracos, manda-o abaixo... Há já mandaste e ficaste na mesma! Pois, briga mais,,, E lembra-te: há quem ganhe menos, há quem tenha menos direitos, "baixa a bola", fala na bola, sim fala na bola, fala na seleção, a seleção é a nação, a nação...
Não, não fales do governo, és parvo ou quê? Fala da bola, a política não interessa, são todos iguais, fala na bola, sim na bola, há um jogador novo, dois jogadores novos no teu clube...
Há plenário do sindicato? Não vás, o chefe vê. Depois diz mal, são todos iguais... É como a comissão de trabalhadores, todos querem é tacho... Resolveram-te um problema, não interessa, querem é tacho, são todos iguais.
Tu é que estás certo, não te metes em política! Isso! Não metas... A política é uma merda...

sexta-feira, 6 de junho de 2014

CT da Distribuição volta a denunciar sobre-exploração dos trabalhadores dos PSEs

"... Novos trabalhadores da O&M
Neste momento estão a estagiar 59 trabalhadores e 36 estão em formação em Seia. Sem detalhar profusamente, podemos informar que Guimarães terá uma equipa para manutenção de subestações e serão colocados mais trabalhadores em Tomar, Santarém, Barreiro, S. Sebastião, Algueirão/Mem Martins, Abrantes, Boavista/Portalegre, Évora, Loulé… Estão identificadas as chefias, idas da Distribuição, que a partir de 1 de Junho serão nomeadas. Para a colocação destes trabalhadores estão a ser realizadas obras em várias instalações. A CT coloca-se à disposição destes trabalhadores para eventuais apoios mas solicita que se informem bem antes de assinar o contrato de cedência da Distribuição à O&M.
A CT colocou a questão dos salários baixos dos novos trabalhadores, tendo sido respondido serem “remunerações equilibradas nas regras de mercado” e que os trabalhadores só têm contrato de um ano. Nós, CT, conhecemos o mercado “muito generoso para uns poucos, muito parco para muitos outros”. A realidade é que estes trabalhadores desempenharão um importante papel de transmissão de conhecimento e garantia de funcionamento de um sector estratégico que deve – responsavelmente – ser melhor remunerado. A não ser assim, mesmo nos atuais níveis de desemprego, a empresa poderá não conseguir garantir o seu futuro devido à sangria de trabalhadores qualificados para o estrangeiro.
Futuro da EME2
O CA sobre esta matéria foi muito vago e não afirmou qual seja o futuro desta empresa. A intervenção da CT e dos sindicatos favoreceu a uniformização e o aumento salarial na EME2. Iremos continuar a acompanhar esta situação e tomaremos posição em devido tempo.
Telemóveis
Na DRCN detetaram-se trabalhadores a fazer disponibilidade sem telemóvel fornecido pela empresa e alguns sem plafond. Posta a questão foi visto que a Valor iria avaliar a situação. A CT continuará a acompanhar esta questão
Quiosque
Voltámos a colocar as situações de falta de pagamentos de assiduidade, prémios de condução, faltas injustificadas que reaparecem, marcações que de repente aparecem em duplicado, ausência ou muito atraso na resposta aos e-mails por parte do call-center, descontos salariais de centenas de euros… Colocámos ainda a situação de muitos colegas que mudaram de residência e não estão a ter os direitos de desconto na energia. O CA diz que irá tratar os assuntos. A CT vai continuar a seguir estas situações de inteira responsabilidade da empresa e exigir a sua rápida solução para que não haja prejuízos para os trabalhadores.
Má prestação de trabalho pelos PSEs
Fomos confrontados, na ida à DRCN, com muitas manifestações de desagrado perante múltiplas situações relativas ao trabalho desenvolvido pelos PSE’s quer a nível do trabalho desenvolvido quer em matéria de Segurança e Saúde no trabalho. Desde projetos feitos por PSEs que chegam com inconformidades a trabalhadores sub-sub-contratados a reparar avarias sozinhos em viaturas sem qualquer identificação, viaturas com plásticos a substituir vidros [entregámos fotos] ou trabalhadores sem equipamentos de segurança… Estes assuntos são recorrentes e abrangem o território nacional.
Conheceu-se também a existência de trabalhadores dos PSEs com salários em atraso ou parcialmente pagos, situação a que o CA não se pode continuar a alhear.
Nestas circunstâncias questionamos se o CA estará conformado com esta degradação da qualidade e da segurança no trabalho, assim como desta imagem “terceiro-mundista” que se passa à sociedade? De comum, situações de violação dos direitos dos trabalhadores às quais o dono de obra – EDP Distribuição – não está a responder com determinação! "
Leia aqui todo o comunicado da CT da EDIS

terça-feira, 3 de junho de 2014

EDP Distribuição ganha prémio internacional, mas "quem sabe do convento..."

Pois... conhecem aquela frase "quem sabe do convento... ". E mais não dizemos!

"Notícias ao Minuto"
"A EDP Distribuição ganhou o prémio “Most Effective Recovery of the Year”, atribuído pelo BCI - Business Continuity Institute, pela eficácia no restabelecimento do serviço aos clientes de electricidade, afectados pela Tempestade Gong, entre 19 e 23 de Janeiro do ano passado.
O grupo eléctrico destaca que mais de dois mil operacionais recuperaram a rede de distribuição, destruída pela tempestade com ventos de 200km/h, considerada a mais devastadora dos últimos anos em território nacional.

Este galardão visa distinguir os profissionais e organizações sedeadas na Europa que se destacam no âmbito das respectivas áreas de actividade, que se tenham evidenciado na área da ‘Continuidade do Negócio', conferindo entrada automática no BCI Global Awards, o qual terá lugar no próximo mês de Novembro, em Londres.
"O júri reconheceu a eficácia da recuperação em todo o espectro de gestão de emergências e incidentes, incluindo planeamento estratégico, táctico e operacional. Era igualmente exigido provas sobre como foi utilizado o Plano Operacional de Actuação em Crise, POAC, na gestão do incidente e dos operacionais que trabalharam para a recuperação da rede, que lições foram aprendidas durante o processo e como estas lições ajudaram a melhorar a resiliência da organização", sublinha a EDP em comunicado."

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Comunicado Fiequimetal sobre ACT

"Negociação em fase avançada, com possível fecho no próximo mês
Na reunião realizada hoje (28/05/2014), a Empresa manifestou a sua intenção de que estejam reunidas as condições para no dia 18 de junho se concluir o processo de negociação. Se tal se verificar, a assinatura ocorrer no dia 20 de junho.
A CNS/Fiequimetal, que realizou na manhã deste dia um plenário nacional de delegados sindicais para discutir o processo nesta fase terminal da negociação do ACT/EDP, está a desenvolver um trabalho responsável para poder cumprir as datas previstas para o fecho da negociação do ACT.
No decurso da reunião, a CNS/Fiequimetal deu acordo às cláusulas: 17ª - Contratação a termo; 38ª Trabalhador-estudante; 54ª - Compensação; 65ª - Aquisição do direito a férias; 72ª - Efeitos da suspensão do contrato de trabalho por impedimento prolongado respeitante ao trabalhador; 98ª - Reunião de trabalhadores na empresa; 116ª - Incapacidade permanente parcial.
Relativamente ao Anexo VIII - Saúde, a CNS/Fiequimetal deu acordo aos seguintes artigos (nº.s): 1; 3; 5; 6; 7; 8; 9; 10; 11; 12; 13; 16; 17; 18; 19; 25; 26; 27; 28; 29 e 30. Os artigos que referem o valor de co-pagamento, por considerarmos estar muito acima do valor percentual desejável, continua sem o acordo da CNS/Fiequimetal. Esperamos que a Empresa tenha em consideração a proposta por nós apresentada, muito mais racional, e responda favoravelmente à mesma.
Colocamos ainda à Empresa os aspetos que envolvem o pagamento da fatura de eletricidade, que não estão em conformidade com a matéria acordada, ao que nos foi respondido que estão a ser envidados todos os esforços para resolver este problema, dado a empresa reconhecer que, efetivamente, não está a ser cumprido corretamente o que foi acordado connosco.
Já a partir de 5 de junho e até ao dia 17 do mesmo mês, os sindicatos da Fiequimetal, em conformidade com o decidido no plenário nacional de delegados de hoje, vão realizar plenários em todo o país para apresentar aos trabalhadores as matérias do ACT em negociação. Apelamos, por isso, a que todos os trabalhadores participem nesses mesmos plenários.
Lisboa, 28/05/2014.
A CNS/FIEQUIMETAL"

sábado, 24 de maio de 2014

Mais um acidente mortal

Notícia Jornal Público
" O trabalhador que morreu neste sábado de madrugada na barragem de Foz Tua era guineense e caiu de uma altura de 10 metros durante uma operação "feita dezenas de vezes ao longo de cada dia", disse a EDP à Lusa.
"O acidente ocorreu durante uma operação de elevação de cofragem, no paramento de jusante da Barragem, operação esta que é efectuada dezenas de vezes ao longo de cada dia", afirmou a eléctrica nacional, numa nota enviada à Lusa.
A cofragem é uma espécie de molde de madeira onde o cimento 'encaixa', sendo depois retirada a estrutura de madeira, que serve de esqueleto de uma obra.
"Entre as 23h30 e as 24h da passada noite aconteceu um acidente mortal na Barragem de Foz Tua, vitimando um trabalhador com 50 anos, de naturalidade guineense", refere a nota da EDP, que acrescenta que "este trabalhador que se encontrava na obra desde o início das betonagens da barragem, tendo anteriormente trabalhado noutras barragens, pertence à empresa subempreiteira do Barragem Foz Tua, ACE".
Os trabalhos, conclui a nota da EDP, "foram suspensos de imediato, procedendo-se à recolha e averiguação de dados mais objectivos" na obra, que "emprega actualmente cerca de 800 trabalhadores".
No local estiveram os Bombeiros Voluntários de Alijó, a Guarda Nacional Republicana e a viatura médica de emergência e reanimação (VMER) de Vila Real."

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Portugal está entre os países europeus com os preços da energia mais altos

Notícia do "Público"
" Segundo uma análise comparativa do Eurostat aos preços da electricidade e do gás praticados na União Europeia no segundo semestre de 2013, o custo da energia em Portugal estava entre os mais elevados, quando medido através de paridades do poder de compra (ppp), uma medida que leva em conta as diferenças do custo de vida entre os vários países.
No caso da electricidade, o gabinete europeu de estatísticas determinou que o custo médio (já com impostos) para um agregado familiar português era de 26,2 euros em ppp para um consumo de 100 kWh, um valor que só era superado pelos 28,1 euros da Alemanha e os 28,2 euros do Chipre.
Medido em euros, o valor médio pago pelos consumidores portugueses era de 21,3 euros, acima da média da UE, que era de 20,1 euros.
Nesta análise, o Eurostat destaca ainda o peso dos impostos - nomeadamente o IVA, que em Portugal subiu de 6% para 23% em 2011-, nos preços finais pagos pelos consumidores europeus.
Tomando como referência um custo de 0,213 euros por kWh na electricidade em Portugal no segundo semestre de 2013, o Eurostat nota que 41,7% do preço correspondia a impostos e taxas. O custo da energia tinha um peso de 34% no preço final e os custos de utilização da rede, um impacto de 24%.
No caso do gás, segundo o Eurostat, ao preço básico de 0,072 euros por kWh, acresciam ainda taxas e impostos que encareciam o preço em cerca de 22,5%, elevando o preço final para 0,093 euros.
Neste mercado, a análise do Eurostat também traça um cenário mais penalizador para os consumidores portugueses. Quando medido em euros, os preços praticados em Portugal no gás atingiam 9,3 euros (por 100 kWh), mais uma vez situando-se acima da média europeia, de 7,1 euros.
Os preços ajustados ao poder de compra situavam a factura média do gás natural em 11,5 euros por 100 kWh, um valor apenas ultrapassado pelos 11,6 euros praticados na Bulgária.
Na comparação entre o segundo semestre de 2013 e o período homólogo de 2012, os preços da electricidade (medidos em euros) variaram entre quedas de 15% no Chipre e subidas de 22% na Estónia. Os preços praticados em Portugal subiram 3,3%.
No gás os preços oscilaram entre descidas de 15% na Hungria e subidas de 10% na Roménia. Em Portugal, verificou-se uma subida de 9,4%, que só foi superada pela subida de 9,9% ocorrida na Estónia.
Nesta análise, em que se sublinha que os preços da energia nos países europeus dependem de factores tão distintos como os níveis de procura do mercado, as condições de abastecimento, os factores geopolíticos, os custos das infra-estruturas e ambientais, as condições climatéricas e a política fiscal, o Eurostat explica que os preços calculados já incluem os impostos e que no caso da electricidade contemplam um agregado com um consumo anual entre 2500 e 5000 kWh.
Para o gás, a base de cálculo é um consumo de 5600 e 56.000 kWh, um intervalo que fica longe da realidade portuguesa, onde o consumo de gás natural no mercado doméstico não tem o peso que tem noutros países onde é, por exemplo, utilizado no aquecimento das casas.
De acordo com dados recentes da Entidade Reguladora do Sector Energético (ERSE), o consumo médio anual de electricidade de um cliente doméstico português em baixa tensão normal (BTN) aproxima-se dos 2500 kWh, o que situa o consumo médio mensal nos 208 kWh, ou seja, o dobro do valor usado como referência pelo Eurostat para o cálculo das tarifas da energia na União Europeia.
No caso do gás natural, os dados do regulador indicam um consumo médio anual para os clientes domésticos da ordem dos 2756 kWh. Assim, o consumo médio mensal rondará os 230 kWh, mais do dobro do valor usado pelo Eurostat.
Os preços da electricidade, em particular as chamadas rendas da energia, foram sendo apontados ao longo das várias avaliações da troika ao programa de ajustamento português como um dos factores inibidores do crescimento e da competitividade da economia portuguesa. No decurso do programa, o Governo pôs em prática medidas que, segundo o ministro da Energia, Jorge Moreira da Silva, se traduzirão em poupanças para o sistema eléctrico na ordem dos 3400 milhões de euros, permitindo reduzir o défice tarifário até 2020.
Já na fase final do programa, o ministro anunciou novo conjunto de medidas num valor global de 1000 milhões de euros, desta vez incidindo também sobre o sector do gás, cujos preços quer ver descer a partir de 2015."

terça-feira, 20 de maio de 2014

Comunicado do Sindel sobre concessão da energia

"Parece que, finalmente, a EDP conseguiu aplicar na prática parte do protocolo assinado com o SINDEL, em 18/12/2013, relativo à concessão da energia elétrica. 
Assim, os trabalhadores e pensionistas já começaram a receber a fatura de energia com o novo sistema e relativa aos 4 primeiros meses do ano (cujas faturas que tinham sido suspensas pela EDP). 
Relembramos que o desconto tem um limite anual (1.375,00 Euros) a partir do qual se pagará a energia e a potência por inteiro, como qualquer consumidor. 
A EDP, confirmando o que nos tinha dito em várias reuniões, colocou uma mensagem na fatura, informando quais os passos a seguir, no caso de algum trabalhador ter problemas em liquidar a fatura agora enviada. 
Apesar da normalização deste caso, falta ainda implementar a concessão aos trabalhadores a quem a EDP deixou de a conceder, quer por a requerem pela 1ª vez, quer por mudança de residência, etc. Mantendo-se válido o acordo de que estas situações serão resolvidas por completo e com efeitos retroativos, o SINDEL reclama a urgência na resolução da situação. 
Como já informámos, este protocolo ficou explanado no texto do novo ACT do Grupo EDP. Contudo, o SINDEL pretende negociar ainda, um novo valor limite na concessão da Energia Elétrica, para os trabalhadores abrangidos pelo Plano Flex, como publicamente declarou na data da assinatura do protocolo e como o vem fazendo em várias reuniões da negociação. 
Lisboa, 20 de Maio de 2014 
O Secretariado do SINDEL "

sábado, 17 de maio de 2014

Ler, nas entrelinhas...

Ler, nas entrelinhas...

Chineses só voltam a investir na EDP em 2017

" Os mil milhões de euros que a China Three Gorges (CTG) ainda tem para investir na EDP, ou seja, metade do que foi acordado há dois anos, já não vão ser contratados até 2015 como tinha sido anunciado. Agora só em 2016 é que as duas empresas voltam a tomar decisões, o que significa que o dinheiro só entra no ano seguinte.
“A parceria com a Three Gorges tem-se desenvolvido muito bem. Já contratamos mil milhões, dos quais parte entra em junho e o restante em 2015. Por isso, agora vamos estar à procura de oportunidades para contratar esses mil milhões em 2016 e fechá-los em 2017”, revelou  António Mexia, CEO da EDP, esta quarta-feira, em Londres, no final da apresentação do novo plano de negócios da empresa."